
Amphisbaenia alba
Amphisbaenídeos são talvez os répteis menos conhecidos e estão entre os mais estranhos. Não são lagartos nem cobras, apesar de muitos pensarem que são lagartos ápodes eles NÃO SÃO. Fazem parte da ordem Amphisbaenia e existem 3 famílias dentro dessa ordem, são elas: Amphisbaenidae, Trogonophidae e Bipedidae.
Estão muito adaptados aos seus hábitos subterrâneos, possuem pouca visão, olhos bem pequenos e aspecto vermiforme. Podem ser confundidas com as Cecílias, anfíbios de hábitos e aspectos muito semelhantes aos dos amphisbaenídeos.
Amphisbaenídeos da família Bipedidae são ainda mais estranhos, além do aspecto vermiforme possuem dois pequenos membros semelhantes a "patas". Os "Bipes" são nativos de uma região restrita no México.

Amphisbaenia cunhai
As Amphisbaenas são muitas vezes chamados de "cobras cegas", "mãe saúva" ou "Cobra de duas cabeças", por possuir a cauda tão grossa quanto sua cabeça.
A espécie mais comum no Brasil é a Amphisbaena alba, que se distribui pelo Peru, Suriname, Guiana, Equador, Venezuela, Norte do Paraguai e por quase todo o Brasil. A Amphisbaena alba pode atingir até 80cm de comprimento e é um pouco agressiva, se alimenta de minhocas, lesmas, vermes, larvas, baratas e outros diversos insetos que encontram, além de aranhas.
Vivem em solo úmido, em meio à folhagem morta e húmus. São encontradas no interior com muita facilidade, principalmente na época das chuvas, quando saem da terra.
Não são mantidas em cativeiro por "hobby" pois passam o tempo inteiro enterradas, são agressivas e cá entre nós, bem sem graças. Pesquisadores as mantém em cativeiro em caixas plásticas com uma camada de uns 25cm de húmus, em locais escuros inclusive durante o dia.
Amphisbaenia fuliginosa
Algumas outras espécies menos conhecidas que ocorrem no Brasil são a Amphisbaena arenaria, Amphisbaena anaemariae, Amphisbaena bolivica, dentre outras, todas de aspecto muito semelhantes ao da Amphisbaena alba.
Todas são ovíparas e o número de ovos varia de espécie para espécie.

Amphisbaenídeo encontrado em Bonito - MS / Jul 2002
Matéria feita por Murilo Pommer, murilomurilo@bol.com.br
|